É o que tem para hoje

Sebastião Neto

THE GLOBE 12 02 21

VACINA EM CÂMERA LENTA. NO ANO 4.719, A SABEDORIA DOS CHINESES E A PACIÊNCIA DO BOI

Não podia ser outra manchete: ESCASSEZ DE VACINAS FREIA VACINAÇÃO
Essa notícia é só o reflexo do baile sinistro que é (a outra notícia dos noticiários noturnos das TVs é a contagem acrítica do número de vacinados) pelo X dia consecutivo mais de MIL mortos.

Um crime com mais de 200 mil CORPOS e sem criminosos?

A cumplicidade das instituições e da imprensona com o genocídio não faz aparecer a trama. A burguesia busca um nome para 2022 (ou continua com o Coiso…), o Congresso se orgulha de consolidar a autonomia do Banco Central (mas 🤔 já não o era? Quem colocou e manteve Henrique Meirelles, o capo-chairman do Bank of Boston de 2003 a 2011 na presidência do Banco Central nos governos petistas?) e os mortos de fome continuam a morrer de fome “um pouco por dia” (genial o João Cabral: “de velhice antes dos 30, de fome um pouco por dia”)
E ao invés de discutirem a RENDA SOLIDÁRIA, a taxação das grandes fortunas e heranças, o pagamento de Imposto de Renda pelos ricos, ficam na lengalenga de “não tem recursos”.

Capitanias hereditárias – sesmarias – grandes latifúndios – escravidão. A origem dos males, ler Brasil: uma história popular de Rubim Aquino.

Ah sim! Os Chinos: na capa do O Globo: “As regalias da comitiva brasileira em visita à Huawei na China”. O grupo do governo Bolsonaro liderado pelo ministro Fábio Faria foi dispensado da quarentena. Mas, os chineses que tiveram contato com eles farão quarentena. Na sua milenar sabedoria, os chineses sabem que a COVID é transmissível e que lidaram com gente de um governo infectado.

Neto

Funeral de um lavrador
“Esta cova em que estás, com palmos medida
É a conta menor que tiraste em vida
É de bom tamanho, nem largo, nem fundo
É a parte que te cabe deste latifúndio

Não é cova grande, é cova medida
É a terra que querias ver dividida
É uma cova grande pra teu pouco defunto
Mas estarás mais ancho que estavas no mundo

É uma cova grande pra teu defunto parco
Porém mais que no mundo, te sentirás largo
É uma cova grande pra tua carne pouca
Mas à terra dada, não se abre a boca

É a conta menor que tiraste em vida
É a parte que te cabe deste latifúndio
(É a terra que querias ver dividida)
Estarás mais ancho que estavas no mundo
Mas à terra dada não se abre a boca.”
(J C de Melo Neto – Morte e Vida Severina)

Letra de João Cabral de Melo Neto e música do jovem estudante Francisco Buarque de Holanda (1966)

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