STOP BOLSONARO

No quadro de execução sumária da população brasileira, com milhares de vítimas da Necropolítica do governo Bolsonaro, iniciamos em junho de 2020, o movimento Stop Bolsonaro Mundial. O objetivo é lutar em defesa da vida das pessoas excluídas, da classe trabalhadora, do meio ambiente e do Estado Democrático de Direito no Brasil. Mulheres feministas e pessoas ativistas, antirracistas, de perfil democrático popular das esquerdas, espalhadas pelo mundo, indignaram-se com o genocídio perpetrado no Brasil. Reivindicamos em nome da vida, o impedimento da chapa Bolsonaro/Mourão e seu governo, através de uma CPI da Pandemia. A gestão criminosa da Pandemia COVID-19, logrou unir-nos, criando este movimento suprapartidário, nacional e internacional.

O movimento foi idealizado pela companheira Érica Caminha, na Alemanha, com o apoio da Márcia Nunes, na Holanda. Hoje, Érica atua no grupo Esquerda Compra da Esquerda (ECDE). Nos conhecemos em 2015, ambas abraçando o Presidente Lula em Berlim, onde vivi quase duas décadas. Enfatizo que este texto contempla minha perspectiva, como uma das co-fundadoras do movimento. Baseio-me em construções coletivas dos documentos: conduta e ética, regimento, manifesto e sínteses, publicadas em 7 idiomas em nosso site stopbolsonaro.com e nas redes sociais: Youtube, Instagram, Facebook, Twitter e Tiktok: /stopbolsonaro (mundial e oficial).

O movimento é integrado por Coletivos e pessoas residentes no Brasil e no exterior, comprometidas com os ideais de uma sociedade cuidadosa, justa, solidária e inclusiva. 13 na coordenação, cerca de 200 no grupo de zap (Stop Bolsonaro Oficial), centenas nos outros grupos Stop nacionais e regionais, com milhares de parcerias, em mais de 20 países e 100 cidades. Pessoas de diferentes credos, nacionalidades, ativistas por direitos humanos, ambientalistas, anticapitalistas, líderes de movimentos sociais, comunitários, sindicais e trabalhadores. Lutamos, cientes das interseccionalidades, pela classe trabalhadora, pela causa socioambiental, pelo bem viver e equilíbrio geopolítico.

A evolução das atividades sempre considerou os cuidados sanitários da localidade. A primeira edição do STOP BOLSONARO MUNDIAL, foi em 28 de junho de 2020, através de atos nas redes e nas ruas. A segunda edição foi em 23 de agosto de 2020, a terceira em 11 de outubro e a última edição em 31 de janeiro de 2021, intitulada “Do Pandemônio à Pandemia”. Tratamos temas como: crise sanitária, racismo, machismo, patriarcado, LGBTQIA+fobia, crise socioambiental, crise socioeconômica, privatização, eleições e geopolítica. Após a última edição, o movimento foi incluído no calendário de lutas nacionais, junto com partidos populares democráticos, levantes, sindicatos, movimentos sociais, frentes e marchas. Além dos atos e carreatas, iniciamos em fevereiro de 2021, uma programação semanal nas redes, com boletins intitulados STOP EM MOVIMENTO. Fazemos lives especiais, como #AnulaSTF, 8M, lutas, Femenagens à Marielle Franco, apoio ao dia Internacional de Combate à Discriminação Racial e outras. Conversamos com diversas pessoas das lutas e dos fronts. Subimos postagens diariamente nas redes, atualizando a situação brasileira na Pandemia.

O atual governo federal, já é conhecido, mundialmente, como governo da morte, da Necropolítica e do genocídio. E por quê? Por que o Líder do executivo e seus aliados negaram, ampla e publicamente, desde o inicio da Pandemia, todas as orientações da Organização Mundial da Saúde, minimizaram o sarscov-2 para uma “Gripezinha”, fomentaram aglomeração sem uso de máscara, indicaram o uso de medicamentos descartados pela ciência, como Cloroquina e Invermectina, criaram uma dicotomia falaciosa entre economia e saúde, como se salvar vidas não fosse uma medida socioeconômica, promoveram conflitos diplomáticos, cortaram o investimento em pesquisa, ciência, educação e todas as áreas sociais, congelaram salários de servidores, precarizaram direitos trabalhistas, privatizaram estatais, não investiram em vacinas como primordial necessidade, não supriram estados e municípios com insumos para que hospitais públicos pudessem oferecer leitos e oxigênio para a população e praticaram muitos outros crimes contra a humanidade. São 300 mil brasileiros, vítimas da Necropolítica genocida. Dez vezes mais mortos do que Bolsonaro lamentou publicamente não ter sido efetivadas pela Ditadura Militar. 3 mil mortos por dia, numa pífia campanha de vacinação, sem auxílio emergencial, com aumento desenfreado do desemprego, da fome e dos preços dos alimentos, do gás e combustível.

No contexto mundial, depois dos Estados Unidos, o Brasil foi o pior país na gestão da Pandemia e o primeiro país em mortes de profissionais da saúde, grande parte mulheres. Estamos entre os cinco com maior taxa de feminicídio e aumento da taxa da violência contra mulher, crianças e jovens negros. Consideramos ser este, a partir das referências da ONU e da Lei Nº 2889, de 1 de outubro de 1956, um crime de genocídio, através da execução sumária da população brasileira. Execução sumária é o termo para se referir à perda da vida com ação e envolvimento de agentes estatais, a partir de uma série de características como a relação vítima e autor, exclusão de legítima defesa ou do cumprimento do dever legal, seja através de deixar morrer de fome, de frio nas ruas, pela falta de oxigênio nos hospitais públicos, pela falta da vacina para toda a população, pelas violências ou pelas balas de agentes do estado. O termo “sumária” faz referência a redução da capacidade de defesa da vítima. Deixar morrer, sem vacina, oxigênio, EPI, de fome ou fomentando medicamentos contraindicados pela ciência, é também matar.

O movimento teve vitórias, desconstruindo mundialmente a campanha sabotadora contra as esquerdas, como o Partido dos Trabalhadores, a onda antipetista, que é cada vez mais desmascarada, a partir das evidências do processo de golpe e de lawfare, que culminou na anulação das condenações do Presidente Lula e no jato de esperança que ele brindou o Brasil, a América Latina e o mundo. Nossos objetivos principais a partir de março de 2021 é fazer ecoar para o mundo as urgências do Brasil: Auxílio Emergencial de 600 reais até o fim da Pandemia, campanhas de solidariedade (quem tem fome tem pressa), ampla e rápida vacinação contra a COVID-19 pelo Sistema Único de Saúde, CPI da Pandemia, democracia, soberania nacional e fora Bolsonaro. Centenas de milhares de brasileiros ainda podem ser salvos. Os demais poderes federais, enquanto nossos representantes, devem cumprir seu dever e garantir que nossas vidas sejam preservadas. Pedimos socorro aos governos democráticos e mídias internacionais para ajudar no Fora Bolsonaro GENOCIDA e seu governo da morte!

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Este post tem 2 comentários

  1. Celina

    Quadro lamentável e horripilante . Com 3.000 mortes diárias e sem vacinas para todos, Lamentável. Vamos dar as maos.

    1. Claudia

      Vamos Celina! Essa é uma ótima saída. Unir-nos em defesa da vida!

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