OS QUE MAIS MORREM SÃO OS MAIS NECESSÁRIOS

O que tem a ver especulação imobiliária com a descartibilidade d@s trabalhador@s

Quem se ferra para que os ricos tenham lazer e comodidades ?

A entrevistada Carolina Freitas com.a palavra:
Inúmeros serviços fazem com que um imenso conjunto do proletariado brasileiro seja ” submetido à tarefa de garantir a reprodução diferencial das famílias proprietárias”

“Os artefatos, materiais e técnicas arquitectónicas utilizados nos produtos imobiliários que são arrendados por marcas de tipologias e assinaturas arquitetónicas utilizada (formadas com capital fictício)exigem um enorme contingente de trabalhadores nesses condomínios residenciais e corporativos de alto padrão.Trabalhadores de manutenção de ar-condicionado,da segurança privada, da faxina,da limpeza de vidros,da jardinagem,da recepção,da lavanderia, são numerosas as atividades hoje arranjadas no setor de serviços de “facilities & properties”, como nomina o mercado.

” Paradoxalmente, nesse momento em que se joga a luz sobre essas atividades que são continuamente inviabilizadas ,
historicamente ocultadas e não tem valor nos termos da economia política,*a condição de essencialidade não aparece como um valor positivo,mas ao contrário, como um *valor da DECRETAÇÃO DA MORTE e da descartibilidade desses trabalhadores e dessas trabalhadoras”

São esses que vão cuidar (para os ricos) ..” de suas casas luxuosas, vão abrir as portas dos seus carros e seus prédios, dos seus elevadores, vão cuidar da sua comida do seu tempo livre (dos endinheirados),das suas criancas, dos seus parentes, dos seus idosos”.

“O crescente domínio do capital financeiro significa a dissociação mais radical entre a representação do dinheiro e os valores dos bens e serviços que reproduzem a vida e a sociedade”

“Na formação social brasileira,o enorme êxodo diaspórico do nordeste ao longo de décadas para conformar a metropolização do sudeste respondeu a essa demanda da *mão de obra nos canteiros, no caso dos homens , e *do emprego doméstico no imobiliário urbano”.

Sebastião Neto – dirigente sindical e pesquisador do IIEP (Intercâmbio, Informações, Estudos e Pesquisas).

A conferir. ASSISTA, LEIA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA na Revista do Instituto Humanitas da UNISINOS

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