A busca de um acordo político para atual crise política-institucional brasileira é urgente

A busca de um acordo político para atual crise política-institucional brasileira é urgente. O diálogo com o Congresso Nacional, com os partidos políticos e os tribunais superiores está em curso. Deve-se com urgência buscar a sociedade civil, em especial os sindicatos e as representações populares, vítimas do desemprego e do descalabro econômico, para ampliar a capilaridade de tal esforço. No, entanto, buscar um diálogo com os “Militares”, como se fossem atores políticos autônomos, me parece um erro abissal. E um vício tremendo de outros tempos, de outra República, morta de morte assassinada por tal vício: “Militares” é/são uma categoria socio-profissional, como qq outra na República. Reconhecer neles um mandato, ou pior, uma “tutela”, ou o “decaído Poder Moderador” , do Imperador, é parte, e fundamental, da ideologia/farsa militarista que subjugou as diversas Repúblicas aos próprios interesses militares ao longo da história Republicana brasileira.
Os últimos episódios dessa História foram o Twitter do Comandante do Exército e o lamentável desfile dos candidatos à Presidência da República na sabatina escolar do mesmo.
Uma República democrática e livre não está subordinada aos vetos de nenhuma instituição ou autorizações de “grandes eleitores” auto qualificados que impõe seu “nihil obstat” como se fossem a velha Inquisição.
Na República quem decide, como disse o poeta “em ti quem mais ordena”, é o Povo, a vontade popular. Sem peias, sem travas ou medo, seja de gritos ou sussurros de golpes ou sabres.
Chico Teixeira/ UFRJ.

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