Os 12% do presidente?


Tenho visto esse número variar entre 12% até 17% em diferentes pesquisas. Os que chegaram à conclusão de que a base social fiel da extrema direita é de 17% se fixaram mais na ideologia de extrema direita e menos na figura de Bolsonaro.

É essa base que dificulta a operação de afastar Bolsonaro para construir uma terceira via para as próximas eleições.
O perfil desejado por nossas elites para essa terceira via seria alguém mais palatável para a maioria da sociedade e profundamente comprometido com o neoliberalismo.

Essa base fascista não tem no neoliberalismo seu ponto fulcral. São socialmente retrógrados, racistas, misóginos, contra gay e simpáticos à violência e aos militares para por ordem no país. São avessos à democracia.

As vezes Bolsonaro abre mão de ampliar na sociedade para se manter como a referência política dessa turma baixo-astral.
Sabe que já não ganha eleição em condições normais. Seu movimento é segurar esses 12 ou 17% e tumultuar para aquecer e atrair uma parte do eleitorado conservador.

Sem falar que sonha com uma ruptura institucional.

As instituições brasileiras resistirão até as eleições?

Por Juca Ferreira – Sociólogo, foi Ministro de Estado da Cultura nos governos Lula e Dilma

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