Mensagem para quem vai ficar em casa neste 7 de setembro

As cenas de Brasília na segunda 6 de setembro falam por si.
No dia 7 deve ser pior.
Em Brasília com certeza será, noutros lugares a conferir.
(Confesso que não me preocupo com o prédio do Supremo, mas sim com a vida da nossa turma, principalmente daqueles que estão acampados contra o “marco temporal” e também com a segurança de quem está chegando para a mobilização das mulheres).
Pandemia e violência neofascista são mesmo razão mais do que suficiente para que muita gente decida não comparecer ao Grito dos Excluídos.
Compreendo os motivos – de saúde, de segurança e politicos – daqueles que decidiram não comparecer ao Grito.
Da minha parte, estarei presente.
Farei isto sabendo dos riscos.
Mas devo isto aos que, antes de nós, correram riscos muito maiores para que pudéssemos estar aqui.
Estarei presente, também, por razões estritamente políticas, que já detalhei noutras oportunidades.
Entre estas razões, a de que existem momentos na história que podem ser decisivos.
Este parece ser um deles.
Mesmo que estejamos enganados, mesmo que este momento não seja tão decisivo assim, prefiro não correr o risco de ter que explicar por que diachos – mesmo sem ter nenhum motivo de saúde – escolhi ficar em casa exatamente agora!
Isto posto, aos que tiverem escolhido se ausentar, peço que confiram o relógio, pois ainda dá tempo de mudar de ideia e participar!
E aos que realmente não podem participar, peço que torçam por nós!
Vamos precisar de torcida, pois o inimigo é numeroso, cruel e parece determinado.
Mas não há motivo para temer, pois com absoluta certeza nossas canções são melhores do que as deles!

Valter Pomar

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