Fatos, Amálgama & Responsabilidades

Uma coisa é o LULA, outra coisa é o PT, nesse momento de anúncios sucessivos de elevadas intenções de votos do LULA para as eleições presidenciais 2022, e de debates sobre temas estratégicos para o futuro do PT, como a Federação na qual querem nos incluir, como se fosse a oitava maravilha política e eleitoral.

Querem destruir o PT desde o início, muito mais a partir de 2002. Sucessivamente criaram lamas que nos impactaram: “mensalão” (2005), “petralhas”, “petrolão”, “LULA ladrão”, impeachment da Dilma “pelo conjunto da obra”, LULA preso, várias vezes condenado, sentenças reafirmadas e penas aumentadas pelo TRF. Essa decisão de nos destruir (“Delenda Cartago”) foi reforçada em 2012, quando obtivemos mais votos nas eleições municipais do que o PMDB – prova disso é a escalada que se seguiu contra nós, de 2013 em diante, e a intensa participação de Temer e de outros cardeais do PMDB na articulação do impeachment. Além da enxurrada de ações judiciais absurdas contra LULA e petistas próximos, massificaram a intimidação judicial contra quem participou dos governos LULA e Dilma – prisões, julgamentos e condenações kafkianas. O caso mais gritante é o do catarinense Henrique Pizzolato, mas tivemos outros companheiros atingidos pelo massacre do “Lawfare” contra o PT e petistas, como o Horst Doering e o Luís Sabanay.

Conseguiram nos abalar em 2016, 2018 e 2020. Vergamos, mas não quebramos – “Conosco ninguém podosco”, como gostava de dizer meu tio Carlos. Enfrentamos o massacre midiático da propaganda disfarçada de jornalismo, e a avalanche de mentiras (“fakenews”) nas redes sociais, muitas nos relacionando à corrupção, outras ao “desastre” que teriam sido os governos do PT, e muitas totalmente absurdas e sem sentido, mas que serviram para nos desgastar com o povão.

Agora estão tentando novamente apartar LULA do PT, e destruir o PT de uma nova maneira, com a técnica do amálgama, acabando o que ele tem de mais valioso na comunicação popular, que é a sua identidade de partido de trabalhadoras e trabalhadores e o conceito que grande parte do povão tem de nós, dos nossos governos e parlamentares, federais, estaduais e municipais, a elevada preferência partidária expressa nas pesquisas, absolutamente recorde. O PT da estrela, o PT do Socialismo, o PT da luta pela Reforma Agrária, o PT das políticas públicas que mudaram a condição de vida de milhões de brasileiras e brasileiros.

Temos a responsabilidade nesse momento de preservar o PT, para garantir um governo LULA a partir de 2023 que avance em relação aos governos de 2003/2016, e assim consigamos melhorar a condição de vida da maioria da população e refazer o País, destruído pelo desgoverno NOJO. O PT hoje, do ponto de vista da Propaganda Política e Eleitoral, é o resultado de todo o acúmulo do nosso trabalho militante, parlamentar, nos governos, e de Propaganda desde a sua fundação. Diluir o PT em Federação junto com o PSB e outros partidos, criando um amálgama de partidos mais ou menos de esquerda, enfraquecerá a nossa marca e a motivação interna, fundamentais para fazermos acontecer as ações partidárias e obtermos vitórias políticas e eleitorais.

Milton Pomar, 17/12/2021

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